O presidente Barack Obama entra nas horas decisivas para conseguir um acordo no Congresso com vistas a poder ampliar o teto da dívida externa dos Estados Unidos. Segundo o líder dos democratas Harry Reid, um acordo deve ser formalizado nesta segunda-feira. O que é bem provável. Os republicanos protelaram ao máximo para causar o maior desgaste possível ao presidente Obama. Na última hora fecham o acordo, concordando que Obama passe a cobrar novamente impostos daquela parcela privilegiada da população que Bush havia isentado. Porque os republicanos sabem o malefício que pode resultar de um calote dado pela maior economia do mundo. Além de perderem a classificação AAA, dada pelas agências de medição de risco, deixarão de ser o referencial internacional. E mais, verão aumentar os juros sobre os títulos do Tesouro, afetando tanta as taxas internas quanto as externas.
Trata-se de uma economia que está quase estagnada. Cresce mais lentamente do que o esperado. Dados do Departamento de Comércio indicam o crescimento do PIB de 1,3% no primeiro semestre. Isto porque tiveram que revisar os dados de janeiro a março, que haviam apontado 1,9%, mas que, na realidade, foram de apenas 0,4%. Também os dados de 2008 e 2009 foram revisados para baixo, mostrando que a retração foi mais forte do que o revelado.
O dado mais contundente a mostrar que a economia americana não se recupera é o do desemprego. Este segue na faixa dos 9%, embora Obama tenha injetado quase US$ 700 bilhões na economia com o objetivo de gerar novos empregos. Para poder se recuperar, os EUA precisam crescer ao menos a 3% ao ano. Porém, pelo que se observa, isto está muito longe de ser alcançado.