EUA e Israel entraram em rota de colisão semanas atrás, quando da visita a Jerusalém do vice-presidente americano Joe Biden. O vice fora a Israel para tentar retomar as estagnadas negociações de paz entre israelenses e palestinos. Sua chegada, no entanto, coincidiu com a autorização do governo israelense para a construção de mais 1600 residências judaicas em assentamentos em Jerusalém Oriental, fato que se contrapunha ao que ficara estabelecido para a retomada de negociações. As construções em assentamentos estavam congeladas desde novembro passado. O fato provocou manifestação de contrariedade do governo americana, expressa pela secretária de Estado Hilary Clinton.
Agora, no entanto, tem-se a informação de que o primeiro-ministro israelense Benyamin Netanyahu irá a Washington, mantendo a sua disposição de seguir com as construções em Jerusalém Oriental, que é a parte de predominância árabe e reivindicada para ser a capital do futuro Estado da Palestina. Netanyahu disse que a despeito de toda a pressão americana não vai interromper as construções. E disse mais: que apenas está seguindo uma política traçadas pelos governos de Israel nos últimos 42 anos, o que significa que construir em Jerusalém é o mesmo que construir em Tel Aviv.
Na realidade, esta é a política que vem sendo colocada em prática. Israel já declarou em 1981 que Jerusalém é sua capital indivisível. E a prática esta mostrando isto. Quanto à crítica do aliado norte-americano, é apenas para manter a aparência.