Nesta quinta-feira foram eliminados no Iraque três líderes da Al Qaeda. O fato, logicamente, foi comemorado como uma vitória governamental contra o terror. Doce ilusão. No dia seguinte veio a resposta. Atentados em pelo menos quatro pontos distintos do país deixaram pelo menos 64 mortos. Ao menos treze explosões atingiram diferentes áreas de Bagdá, no horário das orações muçulmanas de sexta-feira e próximas a mesquitas xiitas e um mercado, disse o Ministério do Interior. O número de mortos ainda pode aumentar.
Esta série de atentados mostra a fragilidade em que se encontra o Iraque. Especialmente, neste momento pós eleição, em que houve a vitória de um candidato por uma margem muito apertada, o que está dificultando a formação de uma coalizão governamental. Parece estar se repetindo o que houve após a eleição de 2005, quando meses de negociação para a formação de um governo afetaram o funcionamento da forças de segurança, permitindo a explosão da violência. Como o país está vivendo uma espécie de vácuo de poder, os terroristas se aproveitam para desestabilizar o país.
Esta situação, evidentemente, é muito ruim para os EUA, que pretendem deixar o território iraquiano no próximo ano. Assim, se com a presença militar americana no país já acontece esta sequência de atentados, imagine-se quando os americanos saírem o que será.