A petroleira francesa Total e a espanhola Repsol decidiram suspender as vendas de gasolina para o Irã, atendendo ao boicote imposto ao país através da liderança dos EUA. Apesar de ser um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, o Irã é totalmente dependente das importações de gasolina, porque não possui refinarias. Assim, se outras empresas não compensarem o fornecimento q1ue deixa de ser feito pelas duas, o Irã poderá sofrer uma crise de abastecimento de gasolina. Com isto, estaria se cumprindo um dos objetivos do governo americano, que é fazer o país passar por necessidades para que seus dirigentes venham para a mesa de negociações em função de seu programa nuclear. Programa este que Teerã segue dizendo que é para fins pacíficos. Todavia, de acordo com o diretor da CIA, Leon Panetta, em um prazo de dois anos o Irã poderá ter uma bomba atômica.
As decisões foram anunciadas quatro dias após o Congresso dos Estados Unidos ter aprovado um projeto de lei para punir empresas que fornecerem gasolina ao Irã, o quinto maior exportador de petróleo do mundo, mas que enfrenta dificuldades de refino para atender à sua própria demanda de combustível. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) renovou em 9 de junho sua condenação à política nuclear iraniano em uma resolução acompanhada por sanções, a quarta desde 2006.
Às medidas da ONU somaram-se nesta semana sanções extras aplicadas pelos EUA e pela UE. No dia 16, o Tesouro dos EUA impôs sanções adicionais ao Irã por seu programa nuclear, pondo na “lista negra” mais empresas e pessoas suspeitas de ligações com o programa nuclear ou de mísseis do Irã. As medidas proíbem transações de americanos com as entidades listadas, e buscam congelar quaisquer bens que elas tenham sob jurisdição americana. A União Europeia anunciou medidas adicionais semelhantes no dia 17.
A decisão tomada pela Total e pela Repsol às determinações de projeto aprovado pelo Congresso norte-americano, que estabelece punição para empresas que fornecem gasolina ao Irã. Um projeto que, diga-se de passagem, pode atingir até a nossa Petrobrás.