A Organização dos Estados Americanos não está conseguindo levar adiante a petição da Colômbia de criar uma comissão internacional para investigar a existência de guerrilheiros das Farc em território da Venezuela. E não consegue por não está obtendo a concordância de Caracas. Ora, se o presidente Hugo Chávez tem certeza de que tal presença não existe, por que não autorizar a investigação?
Mas Chávez conseguiu deslocar a negociação para o âmbito da Unasul, a União das Nações Sul Americanas, que é presidida por Néstor Kirchner, um seu aliado. Ali também estão outros aliados fortes, como o boliviano Evo Morales e o equatoriano Rafael Correa. Sem contar o Brasil, cujo governo fala em agir como mediador, mas tem uma acentuada queda por Chávez. No caso do Equador, já houve até o pedido de demissão do seu embaixador junto a OEA, Francisco Proani, dizendo que fora pressionado pelo seu governo para, na condição de presidente do Conselho de Representantes da OEA, não aceitar a realização da reunião desta quinta-feira, pedida pela Colômbia.
Chávez diz que rompeu com a Colômbia pela sua dignidade. Pois a dignidade exige o desmentido das provas que a Colômbia apresentou.