A Venezuela denunciou ontem na ONU que está sob iminência de um ataque da Colômbia com o apoio dos EUA. O representante venezuelano nas Nações Unidas, Jorge Valero, reuniu-se nesta segunda-feira por cerca de meia hora com o secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon. Ele explicou a posição do governo de Hugo Chávez e entregou uma carta a ser distribuída aos outros países-membros da ONU. A carta denuncia um suposto “plano agressivo contra a soberania e a integridade territorial da Venezuela, impulsionado pelo presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, em cumplicidade com o governo dos EUA”.
Lógico que Chávez segue tentando capitalizar o episódio. A Colômbia nunca manifestou intenção de atacar a Venezuela. O fez foi pedir uma investigação internacional sobre a presença de guerrilheiros das Farc em território venezuelano. E quanto a isto Chávez não disse nada.
O fato é que a desavença entre os dois países segue e não se vê uma atitude mais efetiva da diplomacia brasileira no sentido de buscar uma reaproximação. O que se vê no noticiário é o chanceler Celso Amorim em visita a Israel e a Cisjordânia, com a intenção de impulsionar o processo de paz entre palestinos e israelenses. Ora, o Brasil não resolve os problemas dos seus vizinhos, vai querer resolver uma das questões mais complexas que há no mundo, que é a relação entre israelenses e palestinos?