A presidente Cristina Kirchner seguiu em frente em sua disputa com os dois principais jornais do país – La Nación e Clarín, e enviou para o Congresso o projeto de lei que transfere para o governo o controle da empresa Papel Prensa. Vale lembrar que o governo é sócio minoritário dessa empresa, que fornece papel para a impressão desses dois jornais e para mais de outros 170. O projeto dá ao Executivo poderes para elaborar um marco regulatório para a fabricação, comercialização e distribuição de papel por parte da Papel Prensa.
O fato foi denunciado pelos dois jornais, em suas edições deste domingo, como mais um atentado à liberdade de imprensa. O La Nación aposta que o governo não irá conseguir a maioria no Congresso para a aprovação. E cita lideranças oposicionistas, como o senador Ernesto Sanz, presidente da União Cívica Radical, o qual disse que “o radicalismo não votará um projeto que signifique a restrição à liberdade de expressão e de informação”.
Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado pelas duas Casas do Congresso. Vale lembrar que Cristina, recentemente, colocou em votação no Congresso um outro projeto polêmico: o referente à taxação sobre as exportações do setor de agro-negócios. Acabou derrotada pelo voto de Minerva do presidente da Casa Julio Cobos que, casualmente, é o vice-presidente.
Agora, no entanto, trata-se uma outra votação, onde a presidente tenta colocar em prática os ensinamentos que aprendeu de seu parceiro Hugo Chávez, no que toca ao controle da imprensa.