O presidente Barack Obama faz nesta terça-feira um pronunciamento à nação, anunciando oficialmente o fim da guerra no Iraque. Cessam as operações e continua no país um contingente de 50 mil homens, com a finalidade de dar apoio às forças iraquianas para a manutenção da segurança do país. Manutenção é o modo de dizer. Porque isto pressupõe que hoje haja segurança. E todo mundo sabe que não há. Os atentados se sucedem quase que diariamente. Isto porque, depois da tomada americana do Iraque tivemos uma guerra civil dentro do país entre xiitas e sunitas, as duas correntes do Islã que dominam o país. Ao tempo de Saddam Hussein, eram os sunitas que estavam no poder e mantinham os xiitas sob o tacão da bota. Com a invasão americana, os sunitas foram enfraquecidos e, com isto, os xiitas de aproveitaram para tomar o poder. Hoje são eles que mandam no país. Mas são eles também que sofrem as conseqüências da insurgência.
De qualquer forma, Obama tenta dar um fim à guerra de George Bush, que os americanos não querem saber mais. Porém, ao mesmo tempo, Obama tem que se concentrar na outra guerra da qual os americanos também estão cansados, que é a do Afeganistão. Mas, para isto ele tem uma boa justificativa: é lá que está o terror da Al Qaeda, de Bin Laden e do Talibã. E é este terror que precisa ser derrotado.