Fidel Castro disse há poucos dias que o modelo econômico de Cuba estava esgotado. Tentou desdizer, mas todo mundo sabe que esta é a realidade. O sistema já não se sustenta. Aliás, nunca se sustentou. Foi mantido artificialmente durante décadas pela ajuda da então União Soviética. Nos últimos anos, graças ao petróleo de Chávez. Mas todas essas fontes secaram. O que está ajudando a sustentar o país é a parceria com a rede capitalista de hotéis Meliá. É o que tem dado emprego para uma boa parcela da população. Mas há muita gente ainda dependente dos “polpudos” 15 dólares que o governo paga em é dia por mês para os trabalhadores dos mais diversos setores. Pois até isto está secando. Chega a informação de que o governo vai demitir 500 mil funcionários públicos. E o faz simplesmente porque não tem dinheiro para pagá-los. O comunicado da CTC – Central de Trabalhadores de Cuba, não garante uma nova função aos desempregados, mas sugere um “horizonte de opções com novos tipos de empregos não estatais como arrendamento, usufruto, cooperativas e o trabalho por conta própria para onde se deslocarão milhares de trabalhadores nos próximos anos”. Ou seja, os cubanos que tratem de fazer pela vida, porque o Estado, finalmente, admite que faliu.