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Washington e Nova York são meus destinos nos EUA para onde estou seguindo hoje. Na obrigatória, para nós gaúchos, parada no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, duas constatações locais. O aeroporto está cada vez mais atrolhado. Tempos passados, os vôos para exterior eram distribuídos entre o Rio e São Paulo. Hoje, o aeroporto paulista monopolizou os vôos e não consegue dar conta da demanda, até porque aumentou em muito o movimento interno no país. E aí vem a Copa! Meu vôo é pela Tam, direto a Washington. Ou seja, virou e mexeu e a companhia fundada por Rolim abocanhou o que era da Varig. Enquanto isto, a empresa aérea que foi um referencial no país e no mundo, e que tem um crédito de 4 bilhões de reais com o governo federal, foi pro saco. Ou vão querer dizer que essa empresa que está operando aí é a Varig de antes? E junto está indo o fundo de previdência para o qual os funcionários contribuíram ao longo de suas vidas.
Enquanto aguardo o vôo, dou uma passada pela Internet e constato uma série de assuntos ligando Brasil e EUA. Como, por exemplo, a informação de que o custo da energia elétrica no Brasil é mais que o dobro do custo nos EUA. No Brasil custa R$ 0,350/KWh e nos EUA, R$ 0,137. Aliás, a nossa tarifa é a mais cara do mundo, devido, logicamente, às tributações. De outra parte, segundo o DEA, o departamento americano encarregado das drogas, o Brasil é apontado como “líder regional no combate às drogas”. Mas não deixa de ser fonte de preocupação devido à extensão do território e das fronteiras. Curioso que o estudo aborda vários países que são produtores ou ponto de passagem das drogas, mas não fala nada sobre o país onde se dá o maior consumo.
Por fim, uma informação que serve de gancho para as observações a serem feitas em território americano. A taxa de pobreza nos EUA atingiu o maior nível desde 1994, devido à recessão que se abateu a partir de 2007 e que no ano passado fez desaparecerem quase 5 milhões de empregos. Os dados apontam que o número de pessoas consideradas pobres, em 2009, chegou a 43,6 milhões, o que significa que 1 em cada 7 americanos é considerado pobre. Só que, é considerado pobre nos EUA quem tem renda anual de US$ 10 mil, o que representa cerca de R$ 18 mil, o que dá R$ 1,5 mil ao mês, o que no Brasil é renda de classe média. Enfim, é um bom tema para ser observado.