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Estou tendo oportunidade de acompanhar aqui em Nova York a Assembléia Geral da ONU e toda a movimentação do entorno do prédio da organização, que recebeu uma proteção no estilo aparato de guerra. Se na quarta-feira o espaço que cerca o prédio da entidade esteve isolado por causa da presença do presidente Barack Obama, nesta quinta o sistema de bloqueio e controle foi ainda maior, por conta da presença do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad.
Lá dentro do prédio, o iraniano fez o que gosta, radicalizou. Mas, radicalizou ao extremo de atribuir a lideranças americanas a autoria dos atentados do 11 de setembro, o que, segundo ele, seria uma forma de abafar a crise econômica. Só na cabeça de um desacreditado como esse Ahmadinejad para fazer tal colocação. Uma colocação que, diga-se de passagem, não é novidade, pois até aí pelo Brasil já se ouvir algo semelhante, partindo, logicamente, de cabeças desmioladas. Vale lembrar que a crise que atingiu os EUA chegou em 2007 e não em 2001. O pronunciamento de Ahmadinejad fez os representantes dos EUA deixarem a assembléia da ONU. E este tipo de pronunciamento veio dar razão às pessoas que protestavam no entorno do prédio da ONU, contra a presença do iraniano. Centenas pessoas portavam cartazes anti-Ajmadinejad. Aliás, até um enorme painel de repúdio a Ahmadinejad foi colocado na Times Square. Enfim, o dirigente iraniano, que voltou a dizer que está aberto ao diálogo, perdeu uma oportunidade de ter ficado calado.
Diante do que disse Ahmadinejad, o nosso chanceler Celso Amorim, que abriu oficialmente a Assembléia da ONU, poderia ter revisto o seu discurso, pois seguiu insistindo em que o Irã está aberto ao diálogo. Qual é a credibilidade que pode ter quem já negou o Holocausto e agora nega o 11 de setembro? Mas a diplomacia brasileira demonstra acreditar nas causas inviáveis, pois pediu também o fim do embargo americano a Cuba.
Enfim, a passagem por aqui está sendo pródiga em acontecimentos.