O governo do presidente Barack Obama não conseguiu exercer a influência que pretendia sobre o governo de Benyamin Netanyahu em Israel. O presidente Obama tem se mostrando disposto a cumprir sua arrojada meta de ver criado, dentro de um ano, o Estado Palestino. Um dos principais obstáculos que se interpõe no momento é a determinação israelense de instalar assentamentos judaicos na Cisjordânia, ou seja, na área que é para formar, junto com a Faixa de Gaza, o território da Palestina. Para isto, o governo americano vinha pressionando o governo israelense a prorrogar, por pelo menos três meses, o congelamento de construções nos territórios ocupados. Este congelamento venceu no domingo, dia 26, e não foi renovado conforme queria Obama.
O que se vê é a retomada das obras, o que determina o fracasso das negociações, que foram retomadas por iniciativa americana. Sob a mediação da secretária de Estado Hilary Clinton, o primeiro-ministro de Israel Benamyn Netanyahu e o presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas se encontraram em meados do mês no Cairo e em Jerusalém. A expectativa era de que fossem conseguir a extensão do congelamento nas construções. Como isto não houve, tem-se o fim do diálogo, o fim da influência do governo dos EUA sobre o governo de Israel e, como conseqüência, a volta do radicalismo.