A passagem do presidente Lula pela Jamaica assinalou um dos pontos mais importantes da atual gira que o presidente brasileiro realiza, passando por México e países da América Central e Caribe. Teoricamente, Lula conseguiu com o governo da Jamaica o mesmo que conseguira com a Nicarágua, ou seja, convencer o país a produzir mais cana de açúcar e desenvolver etanol a partir de tecnologia dominada pelo Brasil. É claro que nesses casos o nosso país estará auferindo os royalties decorrentes do uso dessa tecnologia.
Mas o diferencial com a Jamaica é a possibilidade que se abre ao Brasil com vistas ao mercado americano. Ocorre que, embora Brasil e EUA sejam parceiros no desenvolvimento e na promoção internacional do uso do etanol, o mercado americano estabelece limites à entrada de produto brasileiro. O que não acontece com a Jamaica, que tem acordo preferencial para a entrada de seus produtos nos EUA.
Desta forma, a Jamaica vai vender para os EUA o etanol que produz e mais o que entrar no país, procedente do Brasil. Como se vê, são estratégias de mercado internacional, aproveitando as brechas que são oferecidas.
Bem! poderia o governo Bush ficar contrariado com isto. Mas não se pode esquecer que, na medida em que o Brasil ajuda os países centro-americanos a se tornarem auto-suficientes em energia, eles deixam de ser dependentes do petróleo que lhes é fornecido pela Venezuela de Hugo Chávez.
Entoa, neste caso, ponto para o governo Lula