O Conselho de Cooperação do Golfo é um organismo que reúne todas as monarquias do Golfo Pérsico alidas dos EUA: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Kuwait. Pois esse grupo acaba de pedir aos EUA uma investigação sobre as atrocidades que os soldados norte-americanos teriam cometido no Iraque. Este tema veio à discussão desde sexta-feira passada, quando o portal de notícias WikiLeaks divulgou 400 mil documentos secretos, revelando que as autoridades americanas presenciaram, mas não investigaram, abusos das forças no Iraque. Os documentos se referem ao período entre1º de janeiro de 2004 e 31 de dezembro de 2009. Não pega o período crucial da guerra, que foi o seu primeiro ano, iniciado em março de 2003. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, se constituem num “retrato sombrio do legado americano no Iraque, ao detalhar torturas, execuções sumárias e crimes de guerra. Pelos relatórios, autoridades americanas falharam em investigar centenas de relatos de abusos, torturas, estupros e até assassinatos cometidos por forças desegurançado Iraque, cuja conduta aparenta ser sistemática e ficar normalmente impune”.
O número de civis mortos passa de 66 mil, incluindo-se aí mulheres e crianças. É sempre bom lembrar que a guerra no Iraque foi deflagrada por George Bush em nome de uma mentira, as tais armas de destruição em massa de Saddam Hussein, que nunca existiram. Será que não caberia responsabilizar por tudo isto aquele que deflagrou a guerra?