O Brasil se mostra cada vez mais determinado a assumir um papel mais relevante no cenário político internacional e, em especial, no Oriente Médio. Papel este, sempre ligado à Organização das Nações Unidas, entidade na qual tem a pretensão de assumir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança. Para isto, depois de ter uma presença significativa no Haiti, o nosso país se prepara agir junto à fronteira do Líbano com Israel. Trata-se de uma das áreas mais convulsionadas da região, pois o sul do Líbano é território do Hezbollah, o Partido de Deus, que dali tem desfechado constantes ataques a Israel. O Brasil vai mandar uma fragata, com 200 militares, com as seguintes finalidades: monitorar a paz entre Israel e o Hezbollah, ajudar o exército do Líbano a controlar o sul do país, proteger a chegada de ajuda humanitária e impedir a entrada ilegal de armas. Não é tarefa fácil, especialmente, se eclodir um novo conflito entre Hezbollah e Israel.
O único detalhe é que estes são planos traçados durante o governo Lula, que precisam ser aprovados pela próxima presidente Dilma Roussef e também pelo Congresso. Não se pode esquecer de que, no que toca ao Irã, Dilma sinalizou fortemente com uma mudança de posição. Resta acompanhar o que irá dizer sobre essa missão para uma das áreas mais tensas, não só do Oriente Médio, mas de todo o planeta.