O terror atacou nesta quinta-feira em Roma, nas embaixadas da Suíça e do Chile, tendo resultado feridos um diplomata de cada país, sendo que o suíço resultou em estado grave. A ação foi atribuída à FAI, Federação Anarquista Informal, um grupo anarquista surgido há pouco tempo na Itália e que, segundo relatório do Governo, se tornou “a principal ameaça terrorista nacional do tipo insurgente-anarquista”. Em 5 de outubro passado, uma bomba incendiária foi deixada em frente à Embaixada Suíça em Roma. O explosivo não detonou, mas levava junto uma mensagem: “Costa, Silvia e Billy livres” –em referência aos três ativistas anarquistas presos em abril em Zurique, acusados por um atentado contra uma multinacional. Em novembro, vários pacotes-bomba foram interceptados pela polícia na Grécia, endereçados ao Parlamento e a líderes estrangeiros. A polícia suspeita da ação de grupos anarquistas.
Durante a década de 1970, a Itália foi alvo dos atentados do grupo de extrema-esquerda Brigadas Vermelhas. Era a época da Guerra Fria, da confrontação capitalismo-comunismo. Com o enfraquecimento da União Soviética e a derrota do comunismo, o movimento cessou. Nestes anos 2000 o temor ficou por conta de um possível atentado da Al Qaeda, tendo em vista que Berlusconi apoiou as ações de Bush no Iraque. Este, felizmente, não veio. Mas surgiu agora o grupo anarquista, cuja ação precisa ser cortada pela raiz pelas forças de segurança italianas.