A Costa do Marfim é uma jovem república da África Ocidental, criada em 1958 e declarada plenamente independente em 1960. Esta curta história, no entanto, tem sido pontificada por golpes de Estado e guerras civis. Acontecimentos que estão na iminência de se repetir nos dias atuais. Em 28 de novembro houve eleições presidenciais no país, que foram vencidas pelo candidato oposicionista Alassane Quattara. Só que, este está sendo impedido de assumir o poder, porque o atual presidente Laurent Gbagbo não quer entregar o cargo. E ameaça com uma guerra civil caso queiram tirá-lo à força do cargo. Diz que o movimento para tirá-lo é um complô coordenado pela França, sem importar-se com a vontade popular expressa pelas urnas.
Líderes de países vizinhos resolveram ir amanhã até a Costa do Marfim, para tentar uma mediação no impasse que se estabeleceu. Gbagbo, no entanto, segue irredutível e disse que qualquer tentativa de derrubá-lo provocará uma guerra civil e arruinará a economia não só do país, mas de toda a região. Ou seja, é difícil sustentar a democracia no país.
Mas não é só a Costa do Marfim que está convulsionada. A vizinha Nigéria também está. Ali o confronto é de ordem religiosa. Cristãos e muçulmanos vêm se digladiando, sendo que só neste Natal foram 32 mortos. De um modo geral, cristãos muçulmanos e animistas convivem pacificamente na Nigéria, com exceção da região de Jos, no centro do país, onde o conflito envolver questões religiosas, políticas, econômicas e fundiárias.