Quatorze soldados norte-americanos morreram nesta quarta-feira no Iraque, devido à queda do helicóptero em que realizavam patrulha. Queda que não se sabe, se por motivos técnicos ou por ter sido abatido. O certo é que, com este episódio, sobe para 3.731 o número de soldados americanos mortos no Iraque, desde a invasão daqule país, em março de 2003.
Torna-se evidente que um número elevado de outros soldados americanos ainda irá morrer no Iraque, antes que seja resolvida a situação daquele país. E essa solução não se dará antes de dezembro de 2008, quando termina o governo de George Bush. Estou falando só em americanos mortos. Não estou me referindo aos soldados de outros países que compõem a força de coalizão e, muito menos, em civis iraquianos que são as principais vítimas. Quanto a estes, o número de mortos tem avaliações diferentes. Para a organização Iraq Body Count, que tem sede em Londres, esse número varia de 60 mil a 65 mil. Já para o periódico médico Lancelot, que é editado pela Universidade John Hopkins, de Baltimore, Maryland, e que reúne dados levantados por pesquisadores americanos e iraquianos, esse número pode chegar a 600 mil. Quanto ao número de refugiados se tem dados mais concretos, visto que a ONU tem experiência nesse tipo de contagem. A organização estime em um milhão e meio o número dos que deixaram o país. Outro número igual é o dos que deixaram suas casas para se refugiar em algum outro ponto do próprio país.
Todos esses números só tendem a piorar, porque não se vislumbra uma solução com o governo Bush, o qual atrapalha até as ações do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que tem buscado uma aproximação com os governos do Irã e da Síria. Maliki sabe que a solução para o Iraque passa por esses dois importantes vizinhos, que exercem grande influência, respectivamente, sobre as comunidades xiitas e sunitas. Bush, com seu radicalismo, não quer essa aproximação.
É por isto que se terá que esperar pela chegada de um novo governo em Washington, muito possivelmente um democrata, para se ter um encaminhamento para o caso do Iraque.