O atentado da ETA ontem em Durango, no chamado País Basco, não surpreende. Quando a organização atacou no aeroporto de Madri, a 30 de dezembro passado, matando duas pessoas, deixou claro que os compromissos de cessar-fogo assumidos anteriormente estavam rompidos. Com isto, poderia voltar a atacar a qualquer momento, como ocorreu ontem. Menos mal que não houve mortos, somente feridos.
A ETA – Pátria Basca e Liberdade, é uma das poucas organizações terroristas européias que ainda resistem. Outras de expressão, como o IRA, da Irlanda e Inglaterra ou o Baader-Meinhoff da Alemanha, já depuseram suas armas. A ETA, criada em 1959, tem se destacado pelos atentados terroristas. Calcula-se que neste período de atuação, dita em nome da independência do País Basco, tenha matado mais de 800 pessoas.
O chamado País Basco é uma região que envolve o sul da França e o norte da Espanha, na qual estão as províncias de Guipúzcoa, Vizcaya e Alava, envolvendo cerca de dois milhões e meio de pessoas. Ali estão cidades conhecidas como grandes centros financeiros e industriais como Santander e Bilbao. O governo espanhol já concedeu autonomia para a região, como fez também com Catalunha, a Adaluzia e a Galícia. Mas não admite independência. E é nisso que o movimento terrorista separatista insiste. Agindo na contra-mão da história, pois o movimento hoje na Europa e que fez a Espanha crescer muito, é o de unificação e não de separação.