A questão Iraque se torna a cada dia mais complicada para o governo Bush. Além da luta contra a insurgência e a rede terrorista Al Qaeda, os generais dos EUA enfrentam agora uma nova batalha: a disputa entre os próprios militares sobre a estratégia americana no conflito. Os jornais mais influentes dos EUA afirmam que o general Peter Pace, chefe do Estado Maior americano, está inclinado a recomendar a retirada de metade dos mais de 160 mil soldados que ainda estão no Iraque. No entanto, o general Rich Lynch, um dos comandantes senior no Iraque, desafiou Pace em público. Afirmou que uma redução nas forças atualmente destacadas no conflito representaria um grande retrocesso.
Em meio às divergências, o Pentágono ficou de divulgar no dia 11 de setembro uma avaliação dos resultados do aumento das tropas no Iraque, ordenado em janeiro pelo presidente Bush. O resultado será crucial para determinar se os congressistas vão insisitir na criação de um cronograma para o início da retirada.
Todavia, o governo Bush segue necessitando de mais dinheiro para sustentar as tropas no Iraque. O orçamento de 2008 já contempla 142 bilhões de dólares para a guerra. Mas o jornal Washinton Post está divulgando que Bush vai pedir ao Congresso mais 50 bilhões de dólares.
Como se vê, a tomada do Iraque, que era para dar um imenso retorno em termos de exploração do petróleo, de vendas de armas e de obras para a reconstrução do país, esta dando é um imenso prejuizo.