Os milicianos do Talibã cumpriram sua palavra, libertando os 19 sul-coreanos que mantinham como reféns. Vale lembrar que, a 19 de julho, haviam seqüestrado 21 missionários cristãos sul-coreanos, que atuavam no sul do Afeganistão, tendo executado dois deles.
O episódio trás à evidência alguns fatos. O primeiro deles, é que o Talibã conseguiu se reestruturar e ganhar força, depois que os EUA deixaram o Afeganistão de lado para se dedicarem ao Iraque. Outro, é que a libertação dos reféns implicou num compromisso do governo sul-coreano de retirar, até o fim do ano, suas tropas do território afegão e, ao mesmo tempo, proibir a ida de missionários cristãos sul-coreanos para atuar no islâmico Afeganistão.
Este compromisso deixa antever que qualquer país que esteja atuando militarmente no Afeganistão e que tenha cidadãos no país, corre o risco de sofrer ação semelhante. Hoje, a ação militar no Afeganistão, em apoio ao governo de Hamid Karzai, é desenvolvida pela OTAN. Ou seja, a força da Aliança Atlântica que reúne 21 membros. E muitos dos países membros da organização possuem profissionais atuando no Afeganistão. Estes que se cuidem, pois poderão ser os próximos alvos.