A Itália seguiu os passos da França e reconheceu o Conselho Nacional de Transição como o único interlocutor válido na Líbia. Embora a intenção dos países do Ocidente de ver uma mudança na Líbia, Kadafi ainda resiste e demonstra ter muita força. Força baseada nos equipamentos que ele comprou desse próprio Ocidente, que hoje o quer ver fora do poder. Em coletiva, o porta-voz do regime líbio, Moussa Ibrahim, disse que o governo aceita reformas políticas e está disposto a discutir soluções com as potências ocidentais, mas que o ditador Muammar Kadafi não deixará o poder. Disse que aceita uma transição que possa resultar até em eleição, mas que está tem que ser conduzida pelo atual líder líbio. No campo militar, os rebeldes retomaram a estratégica cidade petrolífera de Brega. Em mais um episódio do avança e recua, que tem caracterizado a guerra. A Itália já fala em estabelecer uma representação em Benghasi, onde está o QG dos rebeldes. Parece muito cedo para isto, posto que nada está definido, nem nos combates, nem nas negociações políticas. Forças rebeldes derrotaram tropas leais a Kadafi em grande parte do leste da Líbia, mas não conseguem avançar para oeste, em direção à capital Trípoli. Do jeito que a situação se encaminha, não restará outra alternativa à oposição que não seja negociar com Kadafi.