O Fato de o ditador-presidente Bashir Al-Assad ter levantado o estado de emergência, vigente há 41 anos na Síria, não foi suficiente para acabar com as manifestações contra o governo. Segundo as informações procedentes de Damasco, novas e intensas manifestações foram realizadas nesta sexta-feira e, mais uma vez, as forças governamentais agiram com truculência, resultando vários manifestantes mortos. Isto, logicamente, só faz piorar a situação.
Al-Assad já trocou praticamente todo o gabinete governamental, mas os protestos continuam. O problema é que a economia não anda nada bem e o nível de corrupção aumentou muito depois que Bashar al-Assad assumiu o governo. A classe alta se beneficia e vive às custas do regime, mas não a classe média. Mas as classes médias temem a repetição de um Iraque na Síria, com guerra civil e anarquia. Já há um contingente enorme de refugiados iraquianos no país e a população não quer se ver na situação oposta. Não querem arriscar um regime falho, mas que ao menos não é o Iraque. Além do mais, na Síria os militares estão fechados com Al-Assad, o que é um indicativo de que será muito difícil tirá-lo do poder.