Como se não bastassem os ataques diários da insurgência, o governo Bush acaba de sofer mais um forte revés no Iraque. E este é mais significativo porque envolve o principal aliado na aventura iraquiana: o Reino Unido. Pois o governo de Gordon Brown acaba de determinar a retirada das forças britânicas da província de Basra, no sul do país.
As tropas britânicas retiraram-se, inicialmente, do palácio de Basra, sua última base na segunda maior cidade do Iraque. Os 500 militares que estavam no palácio foram levados ao aeroporto, para se juntarem aos outros 5500 soldados britânicos em processo de retirada.
Oficialmente, o controle de Basra é repassado às forças iraquianas. O próprio primeiro-ministro Gordon Brown disse que a medida foi planejada há meses e que as tropas britânicas estariam disponíveis para auxiliar as forças iraquianas. No entanto, relatório da organização International Crisis Group revela que os ataques incessantes conrtra as forças britânicas causaram, inicialmente, sua saída das ruas para construções mais protegidas. E agora, marcam a saída da região.
A passagem do controle para tropas iraquianas é considerada ficção, porque Basra ficará sob o domínio das milícias xiitas. Assim, diz o relatório, os moradores de Basra vêem isto não como uma retirada, mas como uma derrota vergonhosa. A International Crisis Group teve a concordância do influente Financial Times, que taxou a retirada como uma derrota.