As informações procedentes da Líbia dão conta de que está acontecendo uma carnificina no país. O número de mortes dos últimos combates já teria passado de 1300, os hospitais não dão conta de atender os feridos e há o temor de que a parte vencedora, que conquistar Trípoli, irá massacrar a parte perdedora. A parte perdedora, muito provavelmente, será a dos adeptos de Muamar Kadafy. Isto porque, os rebeldes, que buscam derrubar o homem forte da Líbia, só estão avançando porque contam com o apoio dos aviões e navios da Otan. E este que é o grande diferencial nesse conflito. As forças da Otan estão bombardeando tudo que diz respeito a Kadafy. Desde aeroportos até tanques, passando pela morada do ditador. Ou seja, a organização atlântica tomou partido e está participando da carnificina. E será responsabilizada por isto, porque não são só militares que estão morrendo. Muitos civis estão sendo massacrados pelos rebeldes, que avançam graças ao apoio logístico da Otan.
E aí é de se perguntar: porque todo esse apoio aos rebeldes na Líbia e nenhum apoio aos rebeldes que estão sendo massacrados pelo ditador Basahr al-Assad na Síria? A resposta parece induzir a um elemento que é a causa de quase todas as guerras no Oriente Médio: o petróleo. A Síria não tem petróleo, como tal, não interessa. Já a Líbia é rica em petróleo, então é importante tirar o produto das mãos de Kadafy, que nunca se deixou dominar pelo Ocidente, e colocá-lo nas mãos de prepostos.