Que Tony Blair foi um fiel escudeiro de George W. Bush na guerra no Iraque todo mundo sabe. Agora, o que ficou revelado nesta segunda-feira é que o então primeiro-ministro birtânico foi avisado que o Iraque não representava uma ameaça para o Reino Unido e mesmo assim resolveu ir em frente com seu apoio à invasão do Iraque pelos Estados Unidos. A causa disto, é bom lembrar, foi o atentado ao metrô de Londres, em julho de 2005,que deixou 50 mortos e mais de 700 feridos. Eliza Manningham Buller, ex-chefe do serviço de contraespionagem britânico MI5, em entrevista à emissora britânica “Radio Times”, disse que falara para Blair sobre a não ameaça iraquiana e alertara que uma ação militar aumentaria os riscos de atentado terrorista em território britânico, o que acabou acontecendo. Ela isentou de culpa os organismos de contraespionagem, dizendo que estes fizeram o seu serviço, o que problema é que não foram escutados.
Esta é mais uma revelação que vem ao encontro da teoria de que os EUA fizeram a guerra no Iraque em nome de uma mentira, as tais armas de destruição em massa de Saddam Hussein, que nunca existiram. E Blair foi na carona porque tinha os mesmos objetivos de Bush: favorecer as indústrias do petróleo, das armas e da reconstrução. Afinal, o botim da guerra seria repartido entre os participantes, proporcionalmente à sua colaboração na guerra. Depois dos EUA, a Inglaterra foi quem enviou o maior contingente.
CUSTOS DA GUERRA
Outro fator que sendo revelado é o alto custo em vidas e financeiro das guerras travadas pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão. Os dados foram postados no site “costs of war”, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Watson de Estudos Internacionais, órgão da Brown University. Nesses 10 anos de conflitos no Iraque, Afeganistão e Paquistão foram entre 224 mil e 258 mil vidas consumidas e mais de U$ 3,7 trilhões de dólares em gastos. Somente no Iraque morreram 151 mil pessoas, sendo destes, 125 mil civis iraquianos e 6 mil soldados americanos. De acordo com o estudo, se forem computados os juros que deverão ser pagos até 2020, os custos financeiros da guerra chegam a US$ 4,4 trilhões.