O presidente Barack Obama está tentando desatar um dos nós mais complicados do seu governo: o da geração de empregos. Informe recém divulgado pelo Ministério do Trabalho revelou que o número de empregos gerados em agosto foi igual ao número de demissões. O que significa zero na diminuição do desemprego. E o índice dos que estão desempregados segue em 9,1%, o que é catastrófico para as pretenções de Obama quanto à reeleição.
Nesta segunda-feira, Dia do Trabalho nos Estados Unidos, Obama foi a Detroit para fazer o seu discurso. Parece que tem tudo a ver. Detroit foi outrora a pujante sede da indústria automobilística. Hoje está em ampla decadência. Mas, em seu discurso, o presidente fez apenas uma prévia do que irá divulgar na quinta-feira, quando irá apresentar suas propostas para gastos com infraestrutura e uma extensão dos benefícios fiscais na folha de pagamento. O teor do pronunciamento de Obama já deve ser resultado da contratação que ele fez na semana passada de Allan Krueger, professor da
Universidade de Princeton, especializado em mercado de trabalho, para o comando do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. E uma das estratégias que está sendo posta é forçar os republicanos a colocar o país à frente do partido para aprovar o programa de Obama. Este foi o desafio feito por Obama aos republicanos nesta segunda-feira em Detroit. Resta ver se ele terá sucesso, primeiro, em convencer seus rivais políticos, e, depois com o resultado das medidas.