O presidente Lula tem um encontro hoje, em Manaus, com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa. O tema, logicamente, a cooperação regional, especialmente na área energética. Essa cooperação está sendo muito badalada, mas pouco praticada.
Por exemplo, foi anunciado um empreendimento conjunto da Petróleos da Venezuela com a Petrobrás para a construção de uma refinaria em Pernambuco. O empreendimento da ordem de 2,5 bilhões de dólares, acertado no ano passado, não saiu do papel.
Também no papel segue o projeto do gasoduto do sul. Este um projeto muito mais utópico, pois atravessaria toda a América do Sul, com um custo de 20 bilhões de dólares, conduzindo 100 milhões de metros cúbicos de gás natural. Dois aspectos pesam sobre este projeto. Um, é quanto as reais reservas para atender a demanda. Outro, a síndrome Evo Morales, ou seja, de repente se altera o preço do produto.
E há ainda a questão do Banco do Sul, que é para ser uma espécie de BNDES sul-americano. Uma idéia original do Brasil, mas que foi encampada por Chávez. Encampada politicamente, porque em termos financeiros não houve nenhum aporte.
E falando em politicamente, nesse aspecto as posições de Lula e Chávez tem sido bem diferentes. É sob este prisma que os dois vão se encontrar. Aliás, os três. Mas, pelo que se observa, Correa é um mero coadjuvante.