A imprensa livre acaba de levar um golpe no Equador, a Corte de Justiça ratificou uma sentença de três anos de prisão e 40 milhões de dólares de multa a três jornalista integrantes do jornal “El Universo”. O diário foi condenado por injúria devido a uma coluna do editor de opinião, Emilio Palacio, que chamava Correa de ditador e questionava sua atuação durante uma revolta policial. Palacio pediu asilo político nos EUA e dois dos irmãos proprietários da empresa estão no exterior. O terceiro pediu asilo ao Panamá. Outro caso exemplar é o do jornalista Wilson Cabrera, dono e locutor da rádio La Voz de la Esmeralda, da cidade de Macas. Em abril do ano passado, sua rádio foi tirada do ar pela polícia e até seus cabos e antenas foram arrancados. Tudo porque ele noticiava casos de corrupção locais. A alegação para fechar a rádio foi de que a mesma não tinha autorização para funcionar.
O fato é que Correa, assim como Chávez na Venezuela, está num processo de estatização. Ele já conseguiu aprovar na constituição um dispositivo que permite ao Estado desapropriar empresa que considere que não está cumprindo papel social. Com relação à imprensa, enviou ao Congresso projeto que limita em 33% as empresas privadas de comunicação. O que significa que as 67% restantes deverão ficar com o Estado. Na realidade, desde que assumiu o governo, em 2007, Correa já vem privilegiando com verbas as empresas que falam bem do governo e procurando matar a míngua os que são adversários. Como disse o diretor da Sociedade Interamericana de Imprensa, “a situação da imprensa no Equador é grave, pois há uma campanha agressiva do governo contra a liberdade de expressão”.