Cristina Kirchner não só obteve uma expressiva vitória para a presidência, com uma diferença de 21,8% sobre Elisa Carrió, como ainda obteve o controle do Congresso. Na eleição de domingo, os argentinos votaram para renovar a Câmara dos Deputados e um terço do Senado. A coalizão que elegeu Cristina, a Frente Pela Vitória, conseguiu a maioria na Cãmara ao ampliar de 111 para 140 o número de cadeiras. Superando as 129 necessárias. No Senado, também conseguiram a maioria, ficando com 45 das 72 cadeiras.
Como se vê, a futura presidenta, como ela quer ser chamada, não precisará sequer fazer negociações para ter governabilidade. Essa facilidade não diminui sua responsabilidade. O que precisará fazer será ajustes na economia para dimimuir a inflação. Inflação que é insuflada pelos gastos governamentais com programas assistencialistas, tipo o bolsa família que aplicado aqui no Brasil. E Cristina já anunciou que irá ampliar os programas sociais. Se o fizer nos mesmos moldes que vem fazendo o marido, irá aumentar o problema.
Além disto, há um outro componente para a inflação, os preços de alimentos e de produtos em geral. Estes estão sendo segurados artificialmente por acordos feitos pelo governo com os empresários. Esse sistema artificial nós já vivemos aqui no Brasil e sabemos bem no que deu. Passado o período eleitoral, estes preços tendem a se soltar. É o foguete pelo rabo que a presidenta terá que segurar.