A caminhada para a libertação dos reféns em poder das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas, deu um passo para trás, com a condenação, nos EUA, a 60 anos de prisão do guerrilheiro colombiano “Simón Trinidad”. Juvenal Ovídio Ricardo Palmera Pineda, cujo nome de guerra é “Simón Trinidad”, foi condenado em Washington, para onde fora extradidato em 31 dedezembro de 2004. Ele foi julgado culpado pelo seqüestro de três americanos que trabalhavam na Colômbia, como prestadores de serviços para o Departamento de Estado dos EUA.
Os três americanos foram feitos reféns pelas Farc em 13 de fevereiro de 2003, quando os insurgentes – como o presidente Chávez gosta de chamá-los – derrubaram o avião em que realizavam uma missão aérea pelas selvas do departamento de Caquetá. Desde então, os três estão incluídos na lista dos 44 reféns políticos das Farc.
A condenação de “Simón Trinidad”, neste momento, só faz aumentar as manifestações contra a ingerência norte-americana nos assuntos da Colômbia. Além dele, também foi extraditada para os EUA e aguarda sentença, a guerrilheira Anayibe Rojas, conhecida como “Sonia”. Ela foi levada para Washington no início de 2005. Alie-se ainda o fato de que os EUA poderão propor a troca dos dois guerrilheiros pelos três americanos seqüestrados. O que seria mais um ato unilateral.
Seja como com, o que parece certo é que a condenação, neste momento, não ajuda a negociação que envolve os demais reféns.