Os EUA vivem um momento diferenciado, no qual sua população discute o que acontecerá no futuro próximo: a recessão e a eleição. Tão certo quanto o pleito que acontecerá em novembro para apontar o sucessor de George Bush é a crise econômica, que o atual presidente deixa como herança. Os dois temas cobrem o maior fracasso de Bush em política externa, que é a guerra no Iraque. Esse conflito, que vinha sendo o principal tema em discussão no país, passou para um segundo plano.
Bush adotou um pacote de 150 bilhões de dólares, que prevê restituições fiscais e incentivos fiscais às empresas. O Banco Central americano, independente como deve ser um organismo dessa natureza, reduziu as taxas de juros. Tudo com vistas a amenizar a crise econômica. Enfraquecido economica e politicamente, o presidente não tem condições de dar suporte para alguma candidatura de seu partido. Limita-se a ver do lado democrata incrementar-se a disputa entre Hilary Clinton e Barack Obama.
Do lado republicano, não conseguiu emplacar nem o ex-prefeito de Nova York, Rudoplh Giuliani, que foi uma das estrelas no 11 desetembro. Fica a disputa entre o senador pelo Arizona John McCain e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney.
Ao discursar na Flórida, onde venceu a primária republicana, McCain agradeceu ao eleitorado daquele estado, dizendo que em 2000 eles os livraram de Al Gore, e, em 2004, os livraram de John Kerry. Só esqueceu de dizer que eles lhes deram George Bush.