A chamada super terça-feira nos EUA é uma data marcante para o processo eleitoral, com vistas à escolha dos candidatos dos dois principais partidos do país: o Republicano e o Democrata. Embora tenha que se ressaltar que a eleição americana tenha sempre, em média, dez candidatos concorrendo à presidência do país, a mídia só reconhece os dois partidos que tem chances de vencer.
O processo de escolha do representante de cada partido é o mais democrático possível, pois são os filiados do partido que votam. Ou seja, é uma decisão das bases e não da cúpula diretiva do partido. À semelhança do que ocorre com a eleição para presidente, cada estado representa um número de delegados à convenção nacional. Esse número de delegados é correspondente ao número de habitantes. Daí a importância de votação em estados populosos, como acontece hoje, na Califórnia e em Nova York. Por terem maior população, representam maior número de delegados na convenção.
O sistema tem o diferencial de ir fazendo uma depuração pelo caminho. Candidatos que muitas vezes são apontados como favoritos para a indicação, acabam ficando logo pelo caminho. Exemplo típico neste processo é o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giulliani, que era apontado como o preferido dos republicanos. No entanto, em nenhuma das prévias iniciais emplacou mais do que o terceiro lugar. E assim já saiu da carreira. O mesmo já aconteceu com outras pré-candidatos de ambos os partidos. Tanto que hoje, nesta super terça-feira, a disputa se dá entre dois democratas: Hilary Clinton e Barack Obama, e dois republicanos, John McCain e Mitt Romney.
Enfim, a eleição americana é um processo diferenciado, o mais democrático possível, mas que, ao seu final, não impede que eles coloquem no poder uma figura como George Bush.