A corrida eleitoral norte-americana tem algumas peculiaridades, entre elas, a transparência dos gastos. Gastos que não são poucos. Basta observar o desembolso de John McCain, que acaba de ficar absoluto na disputa para a indicação do candidato do Partido Republicano à sucessão de George Bush. Segundo revela o jornal “The New York Times”, ele gastou até agora 654 mil dólares por delegado. Ele já tem o apoio de 714, o que dá um montante de 466 milhões e 956 mil. Como ele precisa de 1191 delegados para conseguir a nomeação, o gasto chegará a 778 milhões 940 mil dólares.
É lógico que não é candidato McCain que está colocando esse dinheiro. A campanha, obviamente, tem o suporte de algumas corporações. Essas corporações, logicamente, vão cobrar o seu retorno depois do candidato eleito. Assim como aconteceu com as corporações do petróleo, da construção e das armas, que deram suporte para George Bush chegar ao poder. Essas, simplesmente, o levaram a fazer a guerra no Iraque.
Esse aspecto de gasto de campanha talvez seja um dos mais contundentes a demonstrar a diferença entre o sistema presidencialista praticado nos EUA e o esquema parlamentarista, predominante na Europa.