O fato de Barak Obama ter assumido a liderança na campanha eleitoral com vistas à indicação do candidato democrata à presidência dos EUA tem algumas razões específicas. A primeira delas, evidentemente, é o carismo do candidato. Mas, junto disto, vem o seu posicionamento político. Especialmente, o fato de ter sido contra a guerra no Iraque, desde o primeiro momento em que o presidente Bush começou a cogitar a ação.
O reflexo disto pode ser observado agora. No mesmo dia em que o presidente Bush anunciava o seu projeto de recuperação econômica dos EUA, Obama despontava à frente de Hilary Clinton na preferência dos democratas. A necessidade de um plano de recuperação econômica dos EUA se dá, em grande parte, pelos extraordinários gastos com a guerra no Iraque. Só para continuar sustentando as tropas no Iraque, Bush teve que colocar no orçamento deste ano 235 bilhões de dólares. Com isto, entre outras coisas, teve que diminuir a verba para o Madcare, o seguro saúde para os idosos.
Barack Obama soube aproveitar bem essa situação. Em seus pronunciamentos, enfatizou que a crise americana se dá por causa guerra deflagrada por Bush e apoiada por Hilary. O que é verdade. Ela não só sempre apoiou a guerra, como disse que, se eleita, continuará com as tropas no Iraque.
O resultado da guerra está se refletindo nas urnas.