A guerrilha colombiana confirmou a libertação de quatro ex-congressistas, conforme havia prometido. Glória Polanco de Lozada, Orlanda Beltran Cuellar, Luis Eládio Perez Bonilla e Jorge Eduardo Gechem Turbay foram enviados para Caracas, ou seja, para um outro país. Não foram para Bogotá, que é capital colombiana. Mas, tudo isto foi premeditado pelas Farc para dar força ao presidente venezuelano Hugo Chávez, seu parceiro idológico.
Quem fica até certo ponto acuado é o presidente colombiano Álvaro Uribe. Especialmente, porque a guerrilha condicionou a libertação de novos reféns à desmilitarização de uma área do Valle del Cauca, que envolve os municípios de Pradera e Florida. Uribe tem se mostrado disposto a não ceder nesse aspecto. Ontem ainda, referendo sua posição de não atender a reivindicação. Tudo faz parte da sua tática de endurecimento com a guerrilha, a qual, como se percebe, está em processo de debilitação. Tanto que já fez o que chama de duas entregas unilaterais de reféns. Ou seja, sem pré-condições.
Para libertar os demais 44 reféns políticos que mantém em seu poder, as Farc querem a libertação de cerca de 500 guerrilheiros presos. E aí está a questão: Uribe não pode simplesmente colocar em liberdade 500 contraventores.
Assim, tudo passa por uma negociação que envolva não a desmilitarização da área do Valle del Cauca, mas a desmilitarização das Farc.