A visita ao Brasil da secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice coincide com alguns momentos importantes vividos pelo nosso país no cenário internacional. Um deles, foi ressaltado por Rice, que foi o papel de mediador desempenhado pelo Brasil na recente crise entre Colômbia e Equador e, na carona, Venezuela. Muito embora o presidente Lula não tenha participado da reunião do Clube do Rio, em Santo Domingo, quando foi selado o acordo de paz, sua atuação preliminar, conversando com os presidentes dos países envolvidos foi muito importante para que se chegasse à paz. Em meio aos elogios ao Brasil, Rice passou um recado para Equador e Venezuela, ao ressaltar que “as fronteiras não podem se tornar meios pelos quais terroristas se escondem e se envolvem em atividades de matar civis”.
Rice não citou nominalmente os países nem o grupo terrorista, embora tudo tenha ficado muito evidente. E ela cobrou um combate ao terrorismo na América do Sul. A propósito, muito se tem cobrado do Brasil o fato de não classificar as Farc como grupo terrorista. O chanceler Celso Amorim deu uma definição para o tema. Disse que isto seria dar às Farc um status político que a organização não tem. Uma maneira sutil de escapar de uma posição mais efetiva.
Rice mostrou-se ciente de que o Brasil não declara as Farc como grupo terrorista, mas age como se assim considerasse. E ressaltou que não dúvidas quanto à posição brasileira. Pelo menos é o que se espera, que o presidente Lula e o chanceler Celso Amorim não cedam às posições do assessor de assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia, um histórico admirador de Chávez e das Farc.