Robert Fisk, jornalista do “The Independent”, que estava no hotel Palestine, em Bagdá, a 20 de março de 2003, quando começaram a cair as primeiras bombas da guerra deflagrada por George Bush, escreveu um artigo pontual sobre o tema. O título já dá a idéia: “Não aprendemos com a história”. Ele usa texto de Pat Buchanan, escrito naquela ocasião, em que dizia o seguinte:
“Com nossa regência MacArthur instalada em Bagdá, a ´pax americana` chegará ao apogeu. Mas a maré terminará por recuar, pois a única empreitada em que os povos muçulmanos se destacam é expelir potências imperialistas por meio do terrorismo e da guerrilha. Eles expulsaram os britânicos da Palestina, os franceses da Argélia, os russos do Afeganistão, os norte-americanos da Somália e os israelenses do Líbano. A única lição que a história nos ensina é que não aprendemos nada com a história.”
E, na seqüência, ele se refere àquilo que temos dito constantemente: “caso Washington não tivesse se deixado distrair pelo Iraque, o Talibã não teria se restabelecido. Mas a Al Qaeda e Bin Laden não se deixaram distrair. E é por isto que eles expandiram suas operações no Iraque e usaram a experiência assim adquirida para atacar o Ocidente no Afeganistão.” E diz ele: “vou arriscar um palpite terrível: o de que tenhamos perdido o Afeganistão tão claramente como perdemos o Iraque”.
Fisk conclui seu artigo dizendo: “Nossa presença, nosso poder, nossa arrogância, nossa recusa em aprender coma história e nosso terror contra o islã estão nos conduzindo ao abismo. E até que aprendemos a deixar em paz os povos muçulmanos nossa catástrofe no Oriente Médio apenas se agravará”.