Apesar de toda sua nefasta ação, a exigência que as Farc fazem para libertar Ingrid Betancourt faz sentido. A organização guerrilheira quer a troca de reféns por prisoneiros. Alega que já fez este ano duas libertações de reféns, totalizando seis pessoas, em gesto de boa vontade, sem ter exigido nada em troca. O que não deixa deser verdade. No início de janeiro, foram libertadas Clara Rojas e Consuelo Gonzalez. No dia 28 de fevereiro, a guerrilha colombiana libertou quatro ex-congressistas: Glória Polanco de Lozada, Orlanda Beltran Cuellar, Luis Eládio Perez Bonilla e Jorge Eduardo Gechem Turbay foram enviados para Caracas. Essas ações tiveram a mediação do presidente venezuelano Hugo Chávez. Nesta, ele não está presente.
Daí a responsabilidade maior do presidente Álvaro Uribe. Um líder da guerrilha colombiana das Farc afirmou que seus reféns só serão libertados mediante a negociação de um acordo de troca em uma zona desmilitarizada, de acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira na internet. Há muito que vem se falando nessa zona desmilitarizada de 800 km² nos municípios de Pradera e Florida. Só que, até agora não houve aceitação por parte do presidente Uribe, nem tampouco uma justificativa para tal.
Quem sabe agora, com a participação de Suiça, França e Espanha, o presidente dê esse passo essencial para uma negocaição com a guerrilha.