O presidente do Afeganistão Hamid Karzai escapou de um atentado neste domingo, que deixou três pessoas mortas: um deputado, um líder de um grupo étnico e uma criança de dez anos. O ataque foi reivindicado pela Al Qaeda e pelo Talibã, e aconteceu quando ele assistia o desfile comemorativo à vitória contra os comunistas. A propósito, esta vitória contra os comunistas foi objeto do filme “Jogos do Poder”, que ainda está passando por aí. O filme mostra a ação de um deputado americano que, com financiamento de uma milionária texana anticomunista, armou os afegãos, que acabaram expulsando os russos, que haviam ocupado o país. Por exigência da milionária texana, o filme teve cortada uma parte de seu final, a qual mostrava que os mesmos afegãos que foram armados pelos americanos e que expulsaram os russos, foram os que praticaram os atentados do 11 de setembro. São os talibãs, que tomaram conta do Afeganistão e fizeram o país mergulhar num período de trevas. Com o apoio dos mujahedins, os jovens estudantes do Islã, constituíram um dos mais retrógrados regimes do planeta. A ponto de dar suporte para Bin Laden e sua Al Qaeda perpetrarem os nefastos atentados de Washington e Nova York.
Pois bem, a ação inicial do governo Bush contra o terror foi justamente contra essa gente, lá no Afeganistão. Foram tirados do poder. Mas não foram eliminados. Ao invés de continuar caçando Bin Laden e seus asseclas da Al Qaeda e do Tslibã, Bush deixou-os de lado e se voltou para o Iraque, para atender os interesses das corporações do petróleo, das armas e da construção. Ou seja, aquelas que o ajudaram a se eleger.
O resultado dessa guinada está aí, bem claro: os EUA estão atolados no Iraque, sem saber quando poderão de lá sair, e a Al Qaeda e o Talibã já estão de novo atuando em Cabul. Basta ver a autoria do atentado contra o presidente.