Com a indicação pelo Partido Democrata praticamente garantida, Barack Obama já volta sua campanha para o principal opositor, que o candidato republicano John McCain. Porém, uma vez definido como candidato, Obama precisa enfrentar o maior desafio que se apresenta para ele, que é o proconceito racial.
Obama raramente fala da cor da sua pele na campanha. Ele nunca discute o significado que sua eleição poderá ter para um país que precisou de uma guerra civil para acabar com a escravidão. E só parou de tratar os negros como cidadãos de segunda classe um século depois. Basta ver que em 1959, a Suprema Corte teve que estabelecer que a separação entre brancos e negros em escolas era inconstitucional. Naquela ocasião, muitas cidades pequenas do interior fecharam as escolas públicas, para não ter que misturar as crianças. Somente pela metade dos anos 1960 que a rede pública voltou a funcionar.
Hoje, brancos e negros vão às mesmas escolas, mas as sombras do passado estão presentes por toda a parte. Obama é filho de pai preto e mãe branca e prefere se apresentar como um conciliador, para ajudar o país a curar as feridas do passado. Mas, com este histórico recente, é impossível ignorar sua cor e o peso que ela terá para sua candidatura.