Depois da extraordinária manifestação dos ruralistas, no domingo, em Rosário, era de se esperar que o governo de Cristina Kirchner fosse tratar logo de encontrar uma forma de conciliação com o setor rural no encontro programada para às 16 horas de ontem. Doce ilusão. O governo sequer dialogou com os ruralistas, pois suspendeu a reunião. A alegação do governo para a suspensão, simplesmente, porque se sentiu ofendido com os atos de Rosário.
O presidente da Sociedade Rural, Luciano Migens, disse que se há ofensa, é esta que o governo está fazendo para o setor. E é mesmo. Não se pode conceber que um governo possa estar fazendo para o setor mais produtivo de um país o que o governo de Cristina Kirchner está fazendo com o setor do agronegócio argentino. Está matando a galinha dos ovos de ouro. A Argentina cresceu a uma taxa de 8% ao ano nos últimos cinco anos graças ao agronegócio. Isto num país que parou de receber investimentos estrangeiros, por causa do calote que fora dado por Kirchner logo que assumiu o governo. E um país que tem uma inflação de 25% ao mês. Inflação esta que só superada pela da Venezuela de Hugo Chávez, o qual, diga-se de passagem, tenta conquistar o apoio dos Kirchner comprando os títulos da dívida pública argentina e mandando dinheiro para a campanha eleitoral do casal.
Porém, Cristina, com dificuldades de caixa, quer continuar metendo a mão em parte da produção e toma a atitude despótica de se negar ao diálogo. O que se deduz é que o resultado de governo tão incompetente poderá ser a repetição de 2001, ou seja, o país quebrar.