Barack Obama e Hilary Clinton deverão fazer sua primeira aparição pública conjunta nesta sexta-feira. Será o primeiro ato buscando unificar os votos dos dos eleitores dos dois em torno da candidatura vencedora de Barack Obama. Esta aparição, no entanto, é fruto de muita negociação que envolve, principalmente, a dívida de campanha de Hilary que, segundo a CNN, é de 20 milhões de dólares. Dos quais cerca de metade veio de empréstimos pessoais feitos pela própria Hillary quando sua campanha enfrentava falta de recursos e primárias cruciais para a disputa. Na semana passada, Hillary disse a seus principais doadores que ela concentrará os esforços em pagar empresas e vendedores e não seus empréstimos pessoais. Em uma teleconferência com seus doadores de campanha, nesta terça-feira, Obama pediu-lhes que ajudem a pagar a dívida de Hilary. Pois, pelo que parece, a ida de Hilary para a linha de frente e, quem sabe, até sua indicação para vice na chapa de Obama, passa pela solução de sua dívida de campanha.
A propósito, esta campanha americana deixa uma lição para nós brasileiros. Lá tudo é feito às claras. As pessoas e as empresas declaram publicamente o valor que contribuem. Por aqui, tudo é feito às escuras, com caixa 2 e negociatas envolvendo órgãos públicos, o que acaba gerando corrupção e descrédito no sistema democrático. Mais do que nunca, é hora de observarmos melhor o processo eleitoral americano.