Um grupo de senadores dos EUA está tentando evitar que se consume a comprovação de que a guerra desfechada contra o Iraque foi por petróleo, como acredita a maior parte da comunidade internacional. A ação dos senadores democratas, portanto de oposição, se concentra na secretária de Estado Condoleezza Rice. Querem que ela vete a concessão de contratos petroleiros no Iraque, que estão para ser feitos, sem licitação, para quatro gigantes do petróleo. Essas quatro são a americana Exxon Mobil, a anglo-holandesa Shell, a britânica British Petroleum e a francesa Total.
Conforme o The New York Times noticiou, essas quatro empresas, que foram expulsas do Iraque ao tempo de Saddam, quando esse nacionalizou o petróleo, estavam dando assessoramento gratuito ao atual governo do Iraque. Em função disto, seriam contempladas, no próximo dia 30, com cartas convites do Ministério do Petróleo iraquiano, sem licitação, para explorarem o petróleo no país que, antes da Guerra do Golfo, em 1991, era o segundo maior exportador mundial de petróleo.
A medida não esperou a Lei do Petróleo, que está emperrada no parlamento iraquiano. Senadores como o ex-candidato à presidência John Kerry, Claire McCaskill, integrante da Comissão de Serviços Armados, e Charles Schumer, líder do grupo, argumentam que a entrega dos contratos alimentaria a desconfiança de que a invasão do Iraque em 2003 foi motivada por interesses econômicos. Sutilmente, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino respondeu que “o Iraque é um país soberano e pode tomar suas decisões com base naquilo que acredita ser bom para o desenvolvimento de seus recursos petrolíferos”. É claro que essa decisão vem ao encontro dos objetivos do governo Bush. Eu queria ver se fosse uma decisão que contrariasse a vontade do governo Bush, onde que ficaria essa soberania do Iraque.