A partir do encontro que se realiza hoje em San Miguel de Tucumán, na Argentina, o Brasil retoma a presidência do Mercosul. E o faz com um tarefa muito clara pela frente: eliminar o dólar das transações comerciais entre os membros do bloco, a começar por Brasil e Argentina. Não se tratada ainda da utilização de moeda única, como faz a maior parte da Europa, com o uso do euro. Mas é o embrião para tal.
Nos próximos dias já estarão sendo feitas as primeiras experiências de um processo que é para vigorar a partir de outubro. Ou seja, das relações comerciais entre Brasil e Argentina serem feitas apenas com o uso das moedas dos dois países, sendo dispensado da transação o dólar americano. O que é muito lógico. O ganho que tal tipo de transação proporcionará pode ser percebido por qualquer simples cidadão. Antes, quem viajava para Buenos Aires, precisa trocar aqui nossa moeda pelo dólar. Perdia-se alguma coisa aí. Ao chegar lá, trocava-se esses dólares por pesos argentinos, perdendo-se mais um pouco. Assim, pela nova sistemática, elimina-se essa perda representada pela intermediação do dólar. O que é resultado, diga-se de passagem, do fortalecimento do real. Que, quem sabe, até venha a ser a moeda do Mercosul.