Na Guerra do Pacífico, travada de 1879 a 1884, a Bolívia, que ao lado do Peru lutara contra o Chile, perdeu o seu litoral para os chilenos. Desde então o país vem batalhando por recuperar a sua saída para o mar. O tema tem sido objeto de muitos encontros e de muitas divergências entre os países. Especialmente Bolívia e Chile, que em 1978 retiraram seus embaixadores dos respectivos países.
Pois agora começa a surgir uma luz a iluminar o caminho de um acordo entre os dois países. As negociações por parte do Chile vem sendo conduzidas pelo vice-chanceler Alberto van Klaveren, o qual anunciou que o seu país aceitou ceder uma área no porto de Iquique para uso exclusivo da Bolívia. Seria uma plataforma de exportação e importação. Disse que a ata do encontro que manteve na Bolívia também contempla estudos técnicos para analisar o tema marinho. Algo mais complicado, pois envolve a extensão para o mar da área de domínio territorial. O Brasil, por exemplo, tem jurisdição sobre as 200 milhas marítimas.
De qualquer forma, é uma perspectiva que se abre para a Bolívia em termos de comércio internacional, e para o Chile, em termos de receber o gás boliviano. O Chile importa 70% de sua energia, a maior parte da Argentina. Sabendo-se que a Argentina enfrenta problemas até para o seu abastecimento interno, imagine-se o que é o fornecimento para o vizinho. Assim, no acordo coma Bolívia, o Chile também resolve o seu problema de abastecimento energético. O que será bom para todos.