Este 20 de março assinala o quarto aniversário do ataque dos EUA ao Iraque, onde estão atolados e sem perspectiva de saída. Em seu discurso, o presidente Bush disse que precisará de mais tempo no Iraque para obter resultado. O que é óbvio. E pediu que o Congresso libere a bagatela de 95 bilhões de dólares que quer destinar para as atividades naquele país. Para onde, aliás, quer mandar mais 21 mil soldados. E de onde até o seu fiel escudeiro Tony Blair está batendo em retirada.
George Bush não falou sobre os números do Iraque. Números assustadores, evidentemente. Só o seu país já perdeu 3.217 soldados. O número de soldados americanos feridos chega a 30 mil. Estes são números fáceis de contar. Difícil é saber o número exato de civis iraquianos mortos. Para a organização independente sediada em Londres. Iraq Body Count, esse número varia de 60 mil a 65 mil. Já para o periódico médico Lancelot, que é editado pela Universidade John Hopkins, de Baltimore, Maryland, e que reúne dados levantados por pesquisadores americanos e iraquianos, esse número pode chegar a 600 mil. Quanto ao número de refugiados se tem dados mais concretos, visto que a ONU tem experiência nesse tipo de contagem. A organização estima em um milhão e meio o número dos que deixaram o país. Outro número igual é o dos que deixaram suas casas para se refugiar em algum outro ponto do próprio país.
E para concluir, vão os dados levantados pelo jornal “The New York Times”: Hoje há mais soldados sendo mortos, mais helicópteros sendo derrubados e mais dinheiro sendo gasto, pelo lado americano. Pelo lado iraquiano, mais civis mortos, mais atentados a bomba e menos eletricidade disponível.
Isto é o que há para Bush “comemorar” neste quarto aniversário.