Radovan Karadzic, conhecido como o carniceiro de Belgrado, era uma das figuras mais procuradas, para ser levada ao Tribunal Penal Internacional, que julga os crimes de guerra cometidos durante a guerra que resultou na desintegração da Iugoslávia. Karadzic foi indiciado duas vezes pelo TPI. Uma, em julho de 1995, pelo cerco a Sarajevo, que resultou em 12 mil mortos. Quatro meses depois foi formalmente indiciado pelo massacre de 8.000 muçulmanos, a maioria jovens, em Srebrenica, na Bósnia. Ele estava foragido há 12 anos e foi localizado pelos serviços secretos sérvios, o que é um outro fato significativo.
Havia a suspeita de que os sucessivos governos sérvios davam cobertura para os ex-líderes foragidos. Apesar das constantes cobranças da União Européia, nunca demonstraram agir efetivamente para a prisão. Isto só veio ocorrer agora, três meses depois de ter assumido um governo que é favorável à adesão da Sérvia à UE. Historicamente, a Sérvia esteve vinculada a Moscou, porém, com a maior parte dos países do Leste europeu passando a fazer parte da UE, cresceu no país o movimento pró-Europa. E isto resultou na eleição de Boris Tadic para a presidência. E o seu primeiro ato significativo nesse novo rumo é a prisão do carniceiro de Belgrado.