As fotos distribuídas hoje do líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic mostram a mudança estabelecida no seu visual, o que lhe permitiu permanecer 13 anos foragido. Embora continuasse a viver em Belgrado, onde exercia medicina alternativa. Embora continuasse a viver em Belgrado, onde exercia medicina alternativa.
Acusado de organizar o massacre de 8.000 muçulmanos em Srebrenica, em 1995, entre outras atrocidades da Guerra da Bósnia (1992-1995), Karadzic liderou a lista dos mais procurados por mais de dez anos, recorrendo a disfarces elaborados para fugir das autoridades. Ele foi o líder político dos bósnios-sérvios durante a guerra entre 1992 e 1995 que sucedeu a secessão da Bósnia-Herzegovina da Iugoslávia –quando houve o massacre de Srebrenica e do cerco a Sarajevo. Formado psiquiatra, Karadzic, 63, se declarou presidente de uma república sérvio-bósnia quando a Bósnia-Herzegovina se separou da Iugoslávia, e foi visto em público pela última vez em 1996.
Predomina a crença entre lideranças ocidentais de que nunca houve vontade política dos sucessivos governos sérvios de prender Karadizic. Agora, apenas duas semanas depois de assumir o governo pró-Ocidente do primeiro-ministro Mirko Cvetkovic, houve a captura de Karadzic.
O novo governante quer inserir a Sérvia na União Européia, contrariando boa parte da população que quer conservar a histórica ligação com a Rússia. Cvetkovic percebe as vantagens que passam a usufrir os países do Leste europeu, que ao tempo da União Soviética orbitavam em torno de Moscou e que agora se bandearam para a União Européia. Para a França, atual presidente da UE, ainda é cedo para uma avaliação da posição da Sérvia. Antes disso, deve entregar ao Tribunal Penal Internacional outro carrasco do tempo da guerra que resultou na desintegração da Iugoslávia. É o chefe militar de Karadzic, Ratko Mladic, que é acusado pelos mesmos crimes do líder recém capturado.
Assim, em função da vontade do governo sérvio de aderir à Europa, deve sobrar para Mladic.