O presidente francês Nicolas Sarkozy foi mais um dirigente europeu a se mostrar impressionado com os posicionamentos do candidato democrata Barack Obama sobre a política externa dos EUA. Aliás, Obama se tornou um fenômeno de marketing em sua gira pela Europa. Mas foi sua estada na Alemanha que causou mais impacto, por ter reunido mais de 200 mil pessoas no entorno da Coluna da Vitória para ovacioná-lo.
Enquanto Obama ampliava relações pela Europa, seu adversário,o republicano John McCain procurava reagir, ressaltando seus posicionamentos em termos de política externa. E é justamente aí, pela fala de um e de outro, que se pode constatar uma enorme diferença. Obama falou o tempo todo em aproximação dos EUA com a Europa. Em ações conjuntas para tentar resolver problemas como o do Irã. Já McCain resolveu entrar de sola na Rússia, dizendo que o país tem que ser afastado do G-8. E num arroubo característico de George Bush, disse: “precisamos melhorar o comportamento deles”.
É claro que campanha eleitoral é uma coisa e prática de governo é outra, mas o que se observa pelos posicionamentos dos dois candidatos, é um buscando redimir o antiamericanismo que Bush espalhou pelo mundo, e o outro procurando ampliar o unilateralismo do atual governante. Também se sabe que os europeus não votam nos EUA e que todo esse entusiasmo da Europa por Obama pode não representar voto nenhum. Mas o que se torna muito claro é que o mundo está diante de uma oportunidade de mudança na maior potência do mundo: para melhor ou para pior. Depende de quem ganhar.